segunda-feira, 30 de março de 2009

Um cheirinho da Cultura de Portugal


Cultura de Portugal

A cultura portuguesa é baseada num passado que remonta aos tempos pré-históricos das invasões dos Romanos e Mouros. Todos eles deixaram as suas marcas, deixando uma rica herança de ruínas arqueológicas, tais como o Templo de Diana em Évora, e a típica arquitectura moura de cidades do Sul, como Olhão e Tavira.Ao longo dos séculos, a arte portuguesa tem sido enriquecida por influências externas. As viagens dos descobridores portugueses contribuíram para que o país ficasse mais aberto às influências orientais e a revelação da riqueza brasileira, em jóias e ouro, influenciou a utilização da "chama" barroca na decoração.

Agora dividido em áreas, aqui vai um cheirinho da Cultura Portuguesa......

  • Arquitectura

A arquitectura contemporânea cruza várias gerações em simultâneo que marcaram e continuam a marcar arquitectura portuguesa, desde meados do século XX até aos nossos dias.

Fernando Távora- (Pousada de Santa Marinha, Guimarães -1984; ampliação da Assembleia da República -1999)

Álvaro Siza Vieira- (1994 a 1998 -Pavilhão de Portugal na Expo'98; 1996 -Metro do Porto (projecto))

Gonçalo Byrne- (recente intervenção no Mosteiro de Alcobaça e área envolvente; Torre de Controle de Tráfego Marítimo da APL em Lisboa)

Eduardo Souto Moura- (2000/03 - Estádio Municipal de Braga para o Euro 2004;Casa no Bom Jesus do Monte, Braga)

Filipe Oliveira- (Piscinas Municipais de Mirandela (2004); teatros municipais de Vila Real e Bragança)

Tomás Taveira- (Estádio Alvalade XXI, Aveiro e Leiria; Complexo comercial e residencial das Amoreiras (1985), em Lisboa)

Carrilho da Graça- (Edifício do Centro Regional de Segurança Social de Portalegre(1991); Edifício da Piscina Municipal de Campo Maior (1992))

são os arquitectos que traduzem o que de melhor se produz, de arquitectura, em Portugal.

  • Literatura

Na literatura portuguesa, é eminente a poesia, estando entre os maiores poetas portugueses de todos os tempos Luís de Camões e Fernando Pessoa, aos quais se pode acrescentar Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Cesário Verde, António Ramos Rosa, Mário Cesariny, Antero de Quental e Herberto Helder, entre outros. Na prosa, Damião de Góis, o Padre António Vieira, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Miguel Torga, Fernando Namora, José Cardoso Pires, António Lobo Antunes, José Luís Peixoto e José Saramago (Nobel de Literatura) são nomes de grande relevo. No teatro, destaca-se a figura maior de Gil Vicente, Luis de Sttau Monteiro, António José da Silva– dito "o Judeu" – e Bernardo Santareno.

  • Música

A música tradicional portuguesa é variada e muito rica. Do folclore fazem parte as danças do vira, do Minho, dos Pauliteiros de Miranda, da zona mirandesa, do Corridinho do Algarve ou do Bailinho, da Madeira. Instrumentos típicos são o cavaquinho, a gaita-de-foles, o acordeão, o violino, os tambores, a guitarra portuguesa (instrumento característico do fado) e uma variedade de instrumentos de sopro e percussão. Ainda na cultura popular existem as bandas filarmónicas que representam cada localidade e tocam vários estilos de música, desde a popular à clássica, sendo as bandas portuguesas das que melhor qualidade artística têm.
O mais conhecido estilo de
música português é o Fado, cuja intérprete mais célebre foi Amália Rodrigues. Outros cantores como Alfredo Marceneiro, Vicente da Câmara, Nuno da Câmara Pereira, Frei Hermano da Câmara, António Pinto Basto e Hermínia Silva também se distinguiram como fadistas. No entanto, o Fado tem também nos últimos anos assistido ao aparecimento de jovens cantores que atingem grande êxito, como Camané, Mariza, Ana Moura, Mafalda Arnauth e Mísia, entre outros, bem como de jovens guitarristas como Bernardo Couto.
Recentemente, através dos
Madredeus e de cantores como Mariza ou Dulce Pontes, a música portuguesa tem atingido um patamar de reconhecimento internacional e tem ajudado a divulgar a língua portuguesa em todo o mundo.
A nível de instrumentistas merece realce a carreira e composições do guitarrista Carlos Paredes, o mais conhecido mestre de guitarra portuguesa.

Referências da canção de finais do século XX (principalmente do período pré e pós-revolucionário) são
Zeca Afonso, Sérgio Godinho, os Trovante entre outros. Mesmo sendo ainda o fado o género mais conhecido além fronteiras, a "nova" música portuguesa também tem um papel importante, demonstrando grande originalidade. Mafalda Veiga, Sara Tavares, Cristina Branco, Lúcia Moniz, Jorge Palma, Rui Veloso, Clã, GNR, Ornatos Violeta, Xutos & Pontapés, Moonspell, Da Weasel, Tiago Bettencourt, Fingertips e Primitive Reason são apenas alguns dos nomes mais conhecidos, indo do rock, à pop-electrónica e ao rap, entre outros estilos.

  • Gastronomia

A gastronomia é muito rica em variedade e do agrado de nacionais e estrangeiros em geral. Cada zona do país tem os seus pratos típicos, incluindo os mais diversificados alimentos, passando pelas carnes de gado, carneiro, porco e aves, pelos variados enchidos, pelas diversas espécies de peixe fresco e marisco (grande variedade de pratos de bacalhau). Entre os queijos sobressaem os da Serra da Estrela e de Azeitão, entre muitos outros.
Portugal é um país fortemente
vinícola, sendo célebres os vinhos do Douro, do Alentejo e do Dão, os vinhos verdes do Minho, e os licorosos do Porto e da Madeira. Em doçaria, e por entre uma enorme variedade de receitas tradicionais, são muito famosos os chamados pastéis de Belém, mantendo-se o segredo da sua confecção bem guardado, assim como os ovos moles de Aveiro, o pastel de Tentúgal, a sericaia ou o pão-de-ló de Ovar, a par de muitos outros.
De entre os pratos típicos, são de destacar o
cozido à portuguesa, o bacalhau à Brás, à Gomes de Sá ou em pastéis, as espetadas da Madeira, o cozido vulcânico dos Açores (São Miguel), o leitão assado à moda da Bairrada os rojões de Aveiro e do Minho, a chanfana da Beira, a carne de porco à alentejana, os peixes grelhados (em todo o país), as tripas (da região do Porto), as pataniscas (da região de Lisboa) ou o gaspacho (do Alentejo e Algarve). A cozinha portuguesa influenciou também outras gastronomias, tais como a japonesa, com a introdução da tempura (missionários portugueses introduziram-na no Japão).

  • Desporto

O futebol é o mais conhecido, amado e praticado desporto em Portugal. O lendário Eusébio é ainda um grande símbolo da história do futebol português e os fenómenos de popularidade Luís Figo, Vítor Baía, Rui Costa, João Vieira Pinto e Cristiano Ronaldo estão entre os numerosos exemplos de outros futebolistas de renome mundial nascidos em Portugal. Outra figura a salintar é o José Mourinho, que dispensa apresentações.

As modalidades desportivas em que o país mais se destaca a nível internacional são, além do futebol, a vela, equitação, o judo, o ciclismo, a esgrima, o hóquei em patins, o atletismo e o tiro. Portugal participou em todos os Jogos Olímpicos de Verão desde os Jogos de 1912, tendo tido 4 medalhas de ouro em atletismo (Carlos Lopes nos Jogos de 1984, Rosa Mota nos Jogos de 1988, Fernanda Ribeiro nos Jogos de 1996 e Nelson Évora nos Jogos de 2008) e numerosas medalhas de prata e bronze nos restantes desportos.

  • Religião

A maioria dos Portugueses (cerca de 84,5% da população total – segundo os resultados oficiais dos censos 2001), inscrevem-se numa tradição católica. A prática dominical do Catolicismo segundo um estudo da própria Igreja Católica (também de 2001) é realizada por 1.933.677 católicos praticantes (18,7% da população total) e o número de comungantes é de 1.065.036 (10,3% da população total). Cerca de metade dos casamentos realizados são casamentos católicos, os quais produzem automaticamente efeitos civis. O divórcio é permitido, conforme estabelecido no Código Civil, por mútuo consentimento ou por requerimento no tribunal por um dos cônjuges, apesar de o Direito Matrimonial Canónico não prever esta figura. Existem vinte dioceses em Portugal, agrupadas em três províncias eclesiásticas: Braga, Lisboa e Évora.

  • Línguas

A língua oficial da República Portuguesa é o português, que, com mais de 235 milhões de falantes nativos, é a sexta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. Idioma oficial de Portugal e do Brasil, e idioma oficial, em conjunto com outros idiomas, de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo falada na antiga Índia Portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli), além de ter também estatuto oficial na União Europeia, na União de Nações Sul-Americanas e na União Africana.
São ainda reconhecidas e protegidas oficialmente:
-a
língua gestual portuguesa
-o
mirandês, protegida oficialmente no concelho de Miranda do Douro, com origem no asturo-leonês, ensinada como segunda língua facultativa em escolas do concelho de Miranda do Douro e parte do concelho de Vimioso. O seu uso, no entanto, é bastante restrito, estando em curso acções que garantam os direitos linguísticos à sua comunidade falante.
A língua portuguesa é uma
língua românica (do grupo ibero-românico), tal como o castelhano, catalão, italiano, francês, romeno e outros.
O português é conhecido como a língua de Camões (por causa de
Luís de Camões, autor de Os Lusíadas), a última flor do Lácio, expressão usada no soneto Língua Portuguesa[110] de Olavo Bilac ou ainda a doce língua por Miguel de Cervantes.

  • Pintura

Alguns pintores portugueses:
José Rodrigues - época romântica, José de Guimarães, Armando Alves, Ângelo de Sousa, Sobral Centeno, Amadeo de Souza-Cardoso, Júlio Resende, Júlio Pomar,

e Paula Rego (Duas das suas obras já bateram recordes mundiais em leilões. O quadro "The Lesson" foi vendido em leilão, arrematado por 596.881 euros em Londres, no dia 7 de Julho de 2007 na leiloeira Christie's. Baying (em português uivando), uma tela pintada a pastel datada de 1994, foi vendido por 740.599 euros (558.800 libras) no dia 27 de Fevereiro de 2008 pela leiloeira Sotheby`s em Londres, batendo um novo recorde mundial de venda).

  • Cinema

Cineastas:
Manoel de Oliveira, António Pedro Vasconcelos e Joaquim Leitão
Actores:
Maria de Medeiros,Diogo Infante e Joaquim de Almeida

  • Moda

Augustus, Fátima Lopes, Nuno Baltazar, Ana Salazar,Katty Xiomara e Miguel Vieira...

  • Estereótipos

-Desenrascanço
-Saudade
-Sebastianismo
-Zé-povinho

Cultura????


Mas afinal o que é Cultura?


Obviamente, qualquer pessoa pode dar, ou pelo menos tentar, uma definição para este conceito tão abstracto, mas ao mesmo tempo, tão presente nas nossas vidas. Por isso mesmo vou apresentar-vos o conceito de cultura, que terá uma vasta presença neste blog.


Cultura (do latim: cultura, cultivar o solo, cuidar) é um conceito desenvolvido inicialmente pelo antropólogo Edward Burnett Tylor(1832-1917 considerado o pai do conceito moderno de cultura) para designar o todo complexo e metabiológico criado pelo homem. Uma das noções mais comummente aceites de cultura é: conjunto complexo e articulado de normas, crenças e valores que condicionam o horizonte espiritual do Homem, bem como as realizações técnicas do grupo, que conferem a cada sociedade o seu aspecto original.


De modo simplificado, pode dizer-se que a cultura representa a expressão de um grupo e concretiza tudo o que é socialmente aprendido e partilhado pelos membros desse grupo. Um exemplo: comer para sobreviver é um acto biológico, mas alimentar-se de acordo com um horário fixo, um determinado tipo de alimentos e usar determinados utensílios é um acto que se aprende de acordo com o grupo em que estamos inseridos: é uma acto cultural.


As atitudes possíveis à diversidade cultural.
Atitude etnocêntrica:
Caracteriza-se por um grupo cultural se considerar o centro de todos os outros, considerando-se superior. Observa e julga as outras culturas a partir de si. É um atentado à liberdade de escolha, e um gerador de sentimentos racistas e xenófobos. Tem duas variantes. Uma, a de assimilação, tenta forçar os indivíduos pertencentes a outras culturas a aceitarem e assimilarem (daí o nome), as normas da cultura dominante. Apesar de esta variante considerar as outras culturas como centros, acha-os inferiores. Como exemplo deste tipo de atitude temos os cristãos novos, pessoas que na Idade Média era obrigadas a sujeitar-se à cultura cristã. A outra variante, a extremista, rejeita por completo a existência de outras culturas. Considera-se como a cultura suprema e defende o extermínio dos indivíduos pertencentes a outras culturas. Provoca muitas vezes a guerra e muitas mortes. Um exemplo para este tipo de atitude foi a Segunda Guerra Mundial e os ideais etnocêntricos extremistas de Hitler.

Atitude do relativismo cultural:
Parte de um falso respeito pela diversidade cultural, porque esta atitude considera que não é possível formular qualquer juízo de valor sobre as outras culturas e que os outros são inferiores e não têm capacidade de chegar ao seu nível, o que conduz a um encerramento em si mesma e à indiferença, o que faz com que as pessoas tenhas atitudes pouco humanistas e de pouco respeito. Acha que as culturas não se podem julgar exteriormente e que cada uma tem formas diferentes de entender o mundo incompatível com qualquer outra. Esta atitude tem o péssimo defeito de desculpabilizar atrocidades cometidas por algumas culturas. Este falso respeito (falso porque respeitar os outros não é calar-se; é chamar-lhes a atenção de estes não souberem respeitar valores essenciais; respeitar é diálogo) leva a atitudes de racismo e xenofobia, pois evita contactos interculturais. Não permite a evolução e dá origem a uma paralisia cultural. É uma atitude do tipo: “Se eles na sua cultura acham por bem matar mulheres à pedrada por cometerem adultério, o problema é deles”.

Atitude da hospitalidade cultural:
Exige o respeito, e logo o diálogo (pois não há respeito se não houver diálogo), entre culturas. Procura pontos em comum. A partir da comunicação intercultural tenta conseguir um enriquecimento cultural. Defende a existência de valores ou direitos universais, essenciais na convivência das pessoas. Consegue manter os seus traços tradicionais e evoluir, ao mesmo tempo. Hoje em dia, esta é uma atitude relativamente utilizada. Cada vez mais a evolução se processa de um modo mais rápido, porque cada vez mais há um diálogo e intercâmbio cultural efectivo. Esta é a atitude que permite a evolução.