Mas afinal o que é Cultura?
Obviamente, qualquer pessoa pode dar, ou pelo menos tentar, uma definição para este conceito tão abstracto, mas ao mesmo tempo, tão presente nas nossas vidas. Por isso mesmo vou apresentar-vos o conceito de cultura, que terá uma vasta presença neste blog.
Cultura (do latim: cultura, cultivar o solo, cuidar) é um conceito desenvolvido inicialmente pelo antropólogo Edward Burnett Tylor(1832-1917 considerado o pai do conceito moderno de cultura) para designar o todo complexo e metabiológico criado pelo homem. Uma das noções mais comummente aceites de cultura é: conjunto complexo e articulado de normas, crenças e valores que condicionam o horizonte espiritual do Homem, bem como as realizações técnicas do grupo, que conferem a cada sociedade o seu aspecto original.
De modo simplificado, pode dizer-se que a cultura representa a expressão de um grupo e concretiza tudo o que é socialmente aprendido e partilhado pelos membros desse grupo. Um exemplo: comer para sobreviver é um acto biológico, mas alimentar-se de acordo com um horário fixo, um determinado tipo de alimentos e usar determinados utensílios é um acto que se aprende de acordo com o grupo em que estamos inseridos: é uma acto cultural.
As atitudes possíveis à diversidade cultural.
Atitude etnocêntrica:
Caracteriza-se por um grupo cultural se considerar o centro de todos os outros, considerando-se superior. Observa e julga as outras culturas a partir de si. É um atentado à liberdade de escolha, e um gerador de sentimentos racistas e xenófobos. Tem duas variantes. Uma, a de assimilação, tenta forçar os indivíduos pertencentes a outras culturas a aceitarem e assimilarem (daí o nome), as normas da cultura dominante. Apesar de esta variante considerar as outras culturas como centros, acha-os inferiores. Como exemplo deste tipo de atitude temos os cristãos novos, pessoas que na Idade Média era obrigadas a sujeitar-se à cultura cristã. A outra variante, a extremista, rejeita por completo a existência de outras culturas. Considera-se como a cultura suprema e defende o extermínio dos indivíduos pertencentes a outras culturas. Provoca muitas vezes a guerra e muitas mortes. Um exemplo para este tipo de atitude foi a Segunda Guerra Mundial e os ideais etnocêntricos extremistas de Hitler.
Atitude do relativismo cultural:
Parte de um falso respeito pela diversidade cultural, porque esta atitude considera que não é possível formular qualquer juízo de valor sobre as outras culturas e que os outros são inferiores e não têm capacidade de chegar ao seu nível, o que conduz a um encerramento em si mesma e à indiferença, o que faz com que as pessoas tenhas atitudes pouco humanistas e de pouco respeito. Acha que as culturas não se podem julgar exteriormente e que cada uma tem formas diferentes de entender o mundo incompatível com qualquer outra. Esta atitude tem o péssimo defeito de desculpabilizar atrocidades cometidas por algumas culturas. Este falso respeito (falso porque respeitar os outros não é calar-se; é chamar-lhes a atenção de estes não souberem respeitar valores essenciais; respeitar é diálogo) leva a atitudes de racismo e xenofobia, pois evita contactos interculturais. Não permite a evolução e dá origem a uma paralisia cultural. É uma atitude do tipo: “Se eles na sua cultura acham por bem matar mulheres à pedrada por cometerem adultério, o problema é deles”.
Atitude da hospitalidade cultural:
Exige o respeito, e logo o diálogo (pois não há respeito se não houver diálogo), entre culturas. Procura pontos em comum. A partir da comunicação intercultural tenta conseguir um enriquecimento cultural. Defende a existência de valores ou direitos universais, essenciais na convivência das pessoas. Consegue manter os seus traços tradicionais e evoluir, ao mesmo tempo. Hoje em dia, esta é uma atitude relativamente utilizada. Cada vez mais a evolução se processa de um modo mais rápido, porque cada vez mais há um diálogo e intercâmbio cultural efectivo. Esta é a atitude que permite a evolução.
Atitude etnocêntrica:
Caracteriza-se por um grupo cultural se considerar o centro de todos os outros, considerando-se superior. Observa e julga as outras culturas a partir de si. É um atentado à liberdade de escolha, e um gerador de sentimentos racistas e xenófobos. Tem duas variantes. Uma, a de assimilação, tenta forçar os indivíduos pertencentes a outras culturas a aceitarem e assimilarem (daí o nome), as normas da cultura dominante. Apesar de esta variante considerar as outras culturas como centros, acha-os inferiores. Como exemplo deste tipo de atitude temos os cristãos novos, pessoas que na Idade Média era obrigadas a sujeitar-se à cultura cristã. A outra variante, a extremista, rejeita por completo a existência de outras culturas. Considera-se como a cultura suprema e defende o extermínio dos indivíduos pertencentes a outras culturas. Provoca muitas vezes a guerra e muitas mortes. Um exemplo para este tipo de atitude foi a Segunda Guerra Mundial e os ideais etnocêntricos extremistas de Hitler.
Atitude do relativismo cultural:
Parte de um falso respeito pela diversidade cultural, porque esta atitude considera que não é possível formular qualquer juízo de valor sobre as outras culturas e que os outros são inferiores e não têm capacidade de chegar ao seu nível, o que conduz a um encerramento em si mesma e à indiferença, o que faz com que as pessoas tenhas atitudes pouco humanistas e de pouco respeito. Acha que as culturas não se podem julgar exteriormente e que cada uma tem formas diferentes de entender o mundo incompatível com qualquer outra. Esta atitude tem o péssimo defeito de desculpabilizar atrocidades cometidas por algumas culturas. Este falso respeito (falso porque respeitar os outros não é calar-se; é chamar-lhes a atenção de estes não souberem respeitar valores essenciais; respeitar é diálogo) leva a atitudes de racismo e xenofobia, pois evita contactos interculturais. Não permite a evolução e dá origem a uma paralisia cultural. É uma atitude do tipo: “Se eles na sua cultura acham por bem matar mulheres à pedrada por cometerem adultério, o problema é deles”.
Atitude da hospitalidade cultural:
Exige o respeito, e logo o diálogo (pois não há respeito se não houver diálogo), entre culturas. Procura pontos em comum. A partir da comunicação intercultural tenta conseguir um enriquecimento cultural. Defende a existência de valores ou direitos universais, essenciais na convivência das pessoas. Consegue manter os seus traços tradicionais e evoluir, ao mesmo tempo. Hoje em dia, esta é uma atitude relativamente utilizada. Cada vez mais a evolução se processa de um modo mais rápido, porque cada vez mais há um diálogo e intercâmbio cultural efectivo. Esta é a atitude que permite a evolução.
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