sexta-feira, 3 de abril de 2009

"Os GRANDES Portugueses"



Nem D. Afonso Henriques, nem D. João II, nem Camões, nem mesmo o Infante D. Henrique. António de Oliveira Salazar foi o nome escolhido pela maioria dos telespectadores da RTP1 que votaram na eleição do "maior português de sempre", no âmbito do programa "Os Grandes Portugueses", programa este que esteve no ar nos inicios de 2007.No segundo lugar ficou o líder comunista Álvaro Cunhal e o terceiro mais votado foi o cônsul português Arsitides de Sousa Mendes.D. Afonso Henriques e Luís Vaz de Camões acabaram por ocupar os quarto e quinto lugares, respectivamente.No estudo de opinião elaborado pela Eurosondagem para a RTP, publicado no site da estação pública, D. Afonso Henriques, Luís Vaz de Camões e o Infante D. Henrique são os nomes mais repetidos em resposta à pergunta "Da lista de 10 finalistas do concurso da RTP 'Grandes Portugueses', qual é o maior Português de sempre?"O programa "Grandes Portugueses", um modelo original da BBC, já foi realizado em vários países. Em França foi eleito Charles De Gaulle, em Inglaterra Winston Churchill e nos Estados Unidos Ronald Reagan.





1º António de Oliveira Salazar - 41,0 por cento





2º Álvaro Cunhal - 19,1





3º Aristides de Sousa Mendes - 13,0





4º D. Afonso Henriques - 12,4





5º Luís de Camões - 4,0





6º D. João II - 3,0





7º Infante D. Henrique - 2,7





8º Fernando Pessoa - 2,4





9º Marquês de Pombal - 1,7





10º Vasco da Gama - 0,7





A minha opinião pessoal e penso que é a da maioria, um programa deste género era para o país eleger democraticamente o "maior português de sempre". Ou "a personagem mais marcante da história de Portugal". Quiça o "português que nós mais mais admiramos". Bom vou parar com estas futilidades e vou falar do que interessa.


Este programa foi mais uma ideia importada de fora, a juntar a muitas outras, o que vem demonstrar mais uma vez a nossa falta de criatividade.


Quanto aos resultados, obviamente são resultados enviesados,como é possível que uma votação popular o eleja como o “maior português da história”? Alguns tentaram uma explicação baseada em denunciar a manipulação e desinformação da emissora, que levou a uma distorção dos resultados. Por outro lado, o próprio mecanismo escolhido pela RTP (via ligações telefônicas dos espectadores) leva, obviamente, a uma clara distorção. Isto se evidencia nos resultados da pesquisa da Eurosondagem, feita com métodos científicos, de 20 a 22 de Março de 2007, em que aparecem nos dois primeiros lugares: o primeiro rei de Portugal Afonso Henrique (21%), e o poeta Camões (15%). Nesta pesquisa Salazar só obtém 6,6%. Podemos encontrar muitas outras explicações, todas elas válidas, todas elas sensatas e sérias. Mas todas elas não evitam a impressão de ser insuficientes.Não podemos evitar tirar como conclusão que nestes números se esconde, possivelmente, uma profunda insatisfação sobre a situação daquela altura (imaginem se fosse feito agora o programa!!!). Esse sentimento fez com que a população caísse no saudosismo, que, não estando envolvido com os movimentos sociais, visse – distorcidamente – épocas passadas de governos ditatoriais como governos de “ordem” e melhores. Alguns julgaram o povo por não defender a “democracia”. Eu não critico nem apoio, havia um Sr. chamado Zeca Afonso que cantava "o povo é quem mais ordena". Por conseguinte, não é preciso referir mais nada.





Não obstante, vou apresentar esse tal............ SALAZAR.

António de Oliveira Salazar (Vimieiro, Santa Comba Dão, 28 de Abril de 1889Lisboa, 27 de Julho de 1970) foi um estadista, político português e professor da Universidade de Coimbra. Notabilizou-se pelo facto de ter exercido, de forma autoritária e em ditadura, o poder político, em Portugal, entre 1932 e 1968.
Foi também ministro das Finanças entre
1928 e 1932, procedendo ao saneamento das finanças públicas portuguesas.
Instituidor do
Estado Novo (1933-1974) e da sua organização política de suporte, a União Nacional, Salazar dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968.
Apoiando-se na
doutrina social da Igreja Católica, Salazar orienta-se para um corporativismo de Estado autoritário, com uma linha de acção económica nacionalista assente no ideal da autarcia. Esse seu nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e suas colónias, que tiveram grande impacto sobretudo até aos anos sessenta.

--->Esta eu não sabia, e muito provavelmente vocês também não, e está relacionada com a minha cidade natal, durante o seu caminho para o poder Salazar fez o seguinte: As suas opiniões e ligações ao Centro Académico da Democracia Cristã levaram-no, em 1921, a concorrer por Guimarães como deputado ao Parlamento. Sendo eleito e não encontrando aí qualquer motivação, regressou à universidade passados três dias. Lá se manteve até 1926.<---

Biografia cronológica
1889: Nasce em Vimieiro, Santa Comba Dão.
1914: Em Coimbra, conclui o curso de Direito.
1918: Professor de Ciência Económica.
1926: Após o golpe de 28 de Maio é convidado para Ministro das Finanças; ao fim de 13 dias renuncia ao cargo.
1928: É novamente convidado para Ministro das Finanças; nunca mais abandonará o poder.
1930: Nasce a União Nacional.
1932: Presidente do Conselho de Ministros.
1933: É plebiscitada uma nova constituição que dá início ao Estado Novo. Fim da ditadura militar.
1936: Na Guerra Civil de Espanha apoia Franco; cria a Legião Portuguesa e a Mocidade Portuguesa; abre as colónias penais do Tarrafal e de Peniche
1937: Escapa a um atentado dos comunistas.
1939: Iniciada a Segunda Guerra Mundial, Salazar conseguirá manter a neutralidade do país.
1940: Exposição do Mundo Português.
1943: Cede aos Aliados uma base militar nos Açores.
1945: A
PIDE substitui a PVDE.
1949: Contra
Norton de Matos, Carmona é reeleito Presidente da República; Portugal é admitido como membro da NATO.
1951: Contra
Quintão Meireles, Craveiro Lopes é eleito Presidente da República.
1958: Contra
Humberto Delgado, Américo Tomás é eleito Presidente da República; o Bispo do Porto, António Ferreira Gomes critica a política salazarista
1961: 22/01, ataque ao navio
Santa Maria por anti-salazaristas, que se asilam no Brasil logo após a posse de Janio Quadros; 04/02, assalto às prisões de Luanda; 11/03, tentativa de golpe de Botelho Moniz; 21/04, resolução da ONU condenando a política africana de Portugal; 19/12, a União Indiana invade Goa, Damão e Diu; 31 de dezembro de 1961 para 1 de janeiro de 1962, revolta de Beja.
1963: O PAIGC abre nova frente de batalha na Guiné.
1964: A FRELIMO inicia a luta pela independência, em Moçambique.
1965: Crise académica; a PIDE assassina
Humberto Delgado.
1966: Salazar inaugura a ponte sobre o Tejo.
1968: Na sequência de um acidente (queda de uma cadeira), Salazar fica fisicamente incapacitado para governar.
1970: Morte de Salazar.
2007: Foi eleito o maior Português de todos os tempos, através de um concurso realizado na R.T.P. (
Rádio e Televisão de Portugal)

Em baixo, coloco 6 vídeos que relatam toda a vida desta personalidade. Vale realmente a pena ver os vídeos....


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